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Independência
do Brasil:
Várias tentativas de libertação
da Colônia já haviam ocorrido em
nosso pais, devido ao espírito patriótico
brasileiro, inconformado com o domínio
português. Todos os movimentos falharam,
causando inúmeras vitimas, entre as quais
Filipe dos Santos e Tiradentes. Entretanto, o
ideal de independência não morrera,
e o príncipe regente D. Pedro soube compreender
o ponto de vista brasileiro.
O
Brasil Colônia conheceu grande progresso
a partir de 1808, com a instalação
aqui da sede da monarquia portuguesa, que fugia
das invasões napoleônicas na Europa.
Fundou-se a imprensa, o país foi aberto
aos estrangeiros, os portos ao comércio,
criaram-se centros de estudo superior, entre outros
benefícios.
No
Congresso de Viena, em 1815, convocado para reorganizar
a Europa pós-guerra, foi percebido o contraste
entre o Brasil, em franca prosperidade, e Portugal,
em declínio. Para ampliar seu poder comercial,
o chefe de Estado português decidiu ascender
a colônia a Reino Unido de Portugal, Brasil
e Algarve.
Em
1820, explodiu em Portugal a Revolução
do Porto, movimento que tinha por objetivo a aprovação
de uma Constituição para o Reino
Unido. Isso obrigou D. João VI a voltar
a Portugal. O Brasil passou a ser governado por
D. Pedro, que recebeu o título de Príncipe
Regente.
Inicialmente,
o Brasil aderiu à revolução
portuguesa, elegendo deputados para elaborar o
texto da Constituição do Reino Unido.
Mas, apesar do esforço dos parlamentares
brasileiros, a carta elaborada em Lisboa não
respeitou a autonomia do Reino Unido. Era um documento
que obrigava o Brasil a retornar à condição
de colônia.
Para
fazer frente aos interesses portugueses, tornou-se
necessário constituir uma monarquia no
Brasil, tendo o representante da Coroa portuguesa,
D. Pedro, como regente. Apenas com esse recurso
seria possível enfrentar as forças
metropolitanas.
E
assim foi feito.
Mas
Portugal não admitiu o ato de insubmissão
e determinou o retorno do Príncipe Regente
a Lisboa. Houve grande mobilização
nacional para solicitar a permanência de
D. Pedro no Brasil. Entidades políticas
se reuniram e subscreveram moções
solicitando-lhe a continuação no
País. Essa atitude originou o famoso Dia
do Fico, a 9 de janeiro de 1822.
Depois
do Dia do Fico, as Cortes de Lisboa aborreceram-se
ainda mais com D. Pedro, porque ele se negava
a voltar à Metrópole. Vendo que
Portugal queria reduzir novamente nosso pais à
situação de simples colônia,
o regente tomou sérias medidas: forçou
as tropas lusas a regressarem ao Reino; convocou
uma Assembleia Constituinte; organizou a nossa
Marinha de Guerra; dirigiu uma proclamação
ao povo, incitando-o a lutar pela independência;
ordenou que nenhuma lei vinda de Portugal fosse
executada sem o seu "cumpra-se".
A
decisão significou novo desafio à
Corte, que reagiu empregando a Divisão
Auxiliadora, força militar portuguesa sediada
no Brasil. Para fazer frente à insubordinação,
D. Pedro iniciou processo de recrutamento geral
para formar tropas nacionais. A Divisão
Auxiliadora recusou-se a reconhecer a autoridade
de D. Pedro, e este determinou a ocupação
de seu quartel-general pela força militar
recém-criada. Ainda impediu que mais forças
lusitanas desembarcassem no Brasil e expulsou
os militares portugueses que aqui se encontravam.
Depois
de uma visita bem sucedida a Minas para acalmar
os ânimos dos mineiros, exaltados com os
acontecimentos, o príncipe resolveu fazer
o mesmo em São Paulo. Durante essa viagem,
porém, chegaram mensagens de Lisboa declarando
nula a Assembléia Constituinte e obrigando
D. Pedro a voltar imediatamente à Metrópole,
sob pena de perda de seus direitos de herdeiro
do trono. Sua esposa. Dona Leopoldina, e seu principal
ministro e conselheiro, José Bonifácio
de Andrada e Silva, enviaram ao regente os despachos
vindos de Portugal, juntamente com cartas pedindo-lhe
que tomasse uma atitude favorável ao Brasil.
Em
7 de setembro de 1822, o mensageiro com tais notícias
alcançou o príncipe junto ao riacho
Ipiranga, dirigindo-se de Santos para São
Paulo. Ao ler a correspondência D. Pedro,
bradou, exaltado, arrancando do chapéu
o tope português (laço azul do uniforme
– símbolo de Portugal):
—"LAÇOS
FORA, SOLDADOS ! AS CORTES PORTUGUESAS QUEREM
MESMO ESCRAVIZAR O BRASIL", retirando-o,
e levantando a espada o Príncipe emitiu
o grito de "INDEPENDÊNCIA OU MORTE!
CUMPRE DECLARAR JÁ A NOSSA INDEPENDÊNCIA".,
continuou: "- INDEPENDÊNCIA OU MORTE
!", sendo correspondido o bradado por todos
os presentes (Escolta dos Dragões do Imperador).
Alguns dias depois da proclamação
da Independência do Brasil, D. Pedro I escreveu
esta carta ao seu pai, D. João VI, na qual
reafirma a liberdade de nossa Pátria.
"Rio,
22 de setembro de 1822.
(...)
Embora se decrete a minha deserção,
embora se cometam todos os atentados (...) a causa
santa não retrogradará, e eu antes
de morrer direi aos meus caros brasileiros: ‘Vede
o fim de quem se expôs pela pátria,
imitai-me’. Vossa Majestade manda-me, que
digo! Mandam as cortes por Vossa Majestade que
eu faça executar e execute seus decretos;
para eu os fazer executar e executá-los
era necessário que nós brasileiros
livres obedecêssemos à facção.
Mas responderemos em duas palavras: ‘Não
queremos’. (...) Firme nestes inabaláveis
princípios, digo (tomando a Deus por testemunha
e ao mundo inteiro) que eu, como Príncipe
Regente do Reino do Brasil e seu defensor perpétuo
(...) direi: ‘De Portugal nada; não
queremos nada’. (...) jazemos por muito
tempo nas trevas; hoje vemos a luz. (...) Triunfa
e triunfará a independência brasílica,
ou a morte nos há de custar."
Quase
todo o pais recebeu alegremente a notícia
e, em dezembro do mesmo ano, D.Pedro foi sagrado
imperador.
As
províncias de Sergipe, Bahia, Pará
e Cisplatina, entretanto, rebelaram-se, mas foram
logo subjugadas.
O
Brasil declarou-se livre. E o Exército
foi essencial para assegurar a liberdade conquistada,
repetindo o espírito patriótico
com que tinha lutado em Guararapes (1648-1649),
berço do Exército, onde na história
Brasileira, foi empregado a primeira vez o vocábulo
PÁTRIA, registrado no COMPROMISSO IMORTAL
DE 23 de maio de 1645, onde 18 (dezoito) líderes
comunitários, assinaram o seguinte termo:
"Nós
abaixo assinados nos conjuramos e prometemos em
serviço da liberdade, não faltar
a todo o tempo que for necessário, com
toda a ajuda de fazendas e pessoas, contra qualquer
inimigo, em restauração de nossa
pátria, para o que nos obrigamos a manter
todo o segredo que nisto convém, sob pena
de quem contrario fizer será tido como
rebelde e traidor e ficará sujeito ao que
as leis em tal caso permitam".
TODAS
AS RESISTÊNCIAS À EMANCIPAÇÃO
BRASILEIRA FORAM VENCIDAS. COMO TANTAS OUTRAS
VEZES, OS FATOS DEMONSTRAM O INCONTESTÁVEL:
AS HISTÓRIAS DO EXÉRCITO E DO BRASIL
SE MESCLAM, SÃO UMA SÓ EPOPÉIA
FEITA POR NOSSA GENTE EM NOME DA PÁTRIA
A SERVIÇO DA LIBERDADE!
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