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Venda em aceleração
Economia e consumo
Comercialização de veículos aumenta 11% em Ribeirão no primeiro bimestre deste ano em relação a 2009
Apesar da lentidão enfrentada nas últimas três semanas pela população de Ribeirão Preto na hora de emplacar um veículo —demora que está sendo alvo de investigação do Ministério Público Estadual—, o emplacamento de carros e comerciais leves na cidade, no primeiro bimestre de 2010, teve alta de 11% em comparação ao mesmo período do ano passado.
Entre janeiro e fevereiro deste ano, foram emplacados na cidade 3.425 veículos. No primeiro bimestre de 2009 foram 3.066. Os dados são de pesquisa divulgada ontem pela Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave). O balanço usa como parâmetro os emplacamentos registrados pelo Departamento Nacional de Trânsito (Denatran).
Segundo a pesquisa, quando analisados separadamente, janeiro e fevereiro de 2010 também apresentaram crescimento no emplacamento de veículos em relação aos mesmos meses de 2009. Em janeiro do ano passado, foram 1,5 mil. No mesmo mês de 2010, 1,7 mil. Em fevereiro de 2009, 1,28 mil. No mês passado, 1,35 mil.
No entanto, a alta de emplacamentos poderia ter sido ainda maior. Aproximadamente três mil proprietários de veículos em Ribeirão estão esperando para emplacar seus carros porque o serviço realizado continua sendo prejudicado pela falta de estrutura da Center System.
Até terça-feira, as máquinas que fariam as placas e que deveriam ter sido entregues na semana passada ainda estavam sem funcionar. A Center System ficará responsável pelos trabalhos por um período de seis meses e está substituindo a Cordeiro Lopes, afastada da função em 12 de fevereiro por suspeitas de irregularidades.
De acordo com o presidente da Fenabrave, Sérgio Rezer, o crescimento do número de emplacamento pode ser creditado à força econômica da cidade. “O poder aquisitivo de Ribeirão está num patamar diferenciado”, ressaltou. Para o professor de finanças da USP-RP, Alberto Borges Matias, a retomada da economia nacional, a partir o último trimestre de 2009, ajuda a explicar a elevação. “A maior participação da classe C também é uma das causas”, avaliou.
Redução do IPI segue com influência
Três motivos essenciais impulsionaram o crescimento do emplacamento e a consequente alta na venda de carros em Ribeirão: a proximidade do fim da redução da alíquota do IPI, que termina em 31 de março; a expansão das linhas de financiamento e a volta da confiança do consumidor na economia nacional. A análise é de supervisores de vendas de concessionárias de Ribeirão. “Atualmente, a alíquota sobre os carros zero km de mil cilindradas é de 3%; os de duas mil, 7%. Com o fim do corte, as alíquotas voltarão ao que eram em dezembro de 2008, 7% e 11%, respectivamente. Por isso, muitos consumidores decidiram comprar seus carros no primeiro bimestre”, disse a supervisora de uma das maiores concessionárias da cidade, Roseli Lemos Torres. Para o supervisor Renato Pinto Saraiva, as condições de financiamento é ingrediente indispensável para o aquecimento do setor. “O mercado está aquecido por si só”, disse. (EA)
RAIO X
Comparação entre os anos
3,4 mil
Veículos foram emplacados em Ribeirão em janeiro e fevereiro deste ano
3 mil
Veículos foram emplacados em Ribeirão em janeiro e fevereiro do ano passado
Fonte: Gazeta de Ribeirão -
05/03/2010
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