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Inventário histórico será feito até 2012
Lista de referências culturais, em parceria com o Iphan, vê relação de RP com o café
O inventário sobre as referências culturais de Ribeirão Preto deverá ser realizado em um ano e meio. Com três fases, que serão divididas geograficamente, a Secretaria de Cultura quer reconhecer as relações históricas da população com a cidade. O foco a partir do qual o trabalho será realizado é o café, já as metodologias do projeto são do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), por meio de parceria com a Secretaria de Cultura.
"Queremos saber qual a relação do café com as pessoas, o que ainda é remanescente e o que está conosco. É nosso ponto de partida. A partir desse mapa detalhado, poderemos criar projetos e ações culturais na cidade e pensar nas propostas", afirmou a secretária de Cultura, Adriana Silva.
Segundo ela, a previsão é de que cada uma das três fases seja semestral, compondo a Rede de Cooperação Identidades Culturais, que faz parte do Programa Café com Açúcar.
"A primeira fase unirá o Centro, quatro bairros e o distrito de Bonfim Paulista. A partir do resultado que tivermos nela, vamos para a fase dois, depois a três. Elas estão interligadas, por isso o prazo de seis meses para cada é uma previsão. Podemos nos prolongar mais em uma região ou finalizar o trabalho antes do previsto", explicou.
Durante o dia de ontem, duas reuniões movimentaram o planejamento do projeto. Pela manhã, o Iphan apresentou as metodologias do trabalho e como ele poderia ser feito. Já durante à tarde, professores de Universidades de Ribeirão também participaram do encontro, como futuros pesquisadores e colaboradores do inventário.
Segundo a antropóloga do Iphan Simone Toji, a iniciativa da cidade aponta para a tentativa de ver o patrimônio cultural de uma forma mais ampla. "Integra várias áreas, como as Secretarias de Cultura, do Planejamento e as universidades. Isso é fundamental para desenvolver o projeto", explicou.
De acordo com Adriana, a ideia é se aproximar do público ribeirão-pretano e entender o que é pretendido em cada região. Por exemplo, se há preferências por ações tradicionais, se há mais interesse por modernidade. Teremos uma noção bem mais detalhada", disse.
Fonte: Gazeta de Ribeirão -
17/03/2010
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